{"id":13125,"date":"2022-10-22T08:00:00","date_gmt":"2022-10-22T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/galvani-o-tecnico-que-se-aproxima-da-nba-mas-vive-outro-sonho\/"},"modified":"2022-10-22T08:00:00","modified_gmt":"2022-10-22T11:00:00","slug":"galvani-o-tecnico-que-se-aproxima-da-nba-mas-vive-outro-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=13125","title":{"rendered":"Galvani: o t\u00e9cnico que se aproxima da NBA, mas vive outro sonho"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Quem perguntar para um menino que come\u00e7a no basquete qual o seu sonho provavelmente receber\u00e1 a seguinte resposta: jogar na NBA. Afinal, a liga norte-americana n\u00e3o apenas \u00e9 a mais famosa do mundo dentro do esporte, mas tamb\u00e9m \u00e9 um dos maiores conglomerados de entretenimento no planeta. Vitor Galvani, de 30 anos, vive o basquete desde pequeno e \u00e9 t\u00e9cnico h\u00e1 pelo menos onze. Por\u00e9m, para ele, a resposta \u00e9 outra: \u201cPosso falar que estou realizando meu sonho diariamente, todas as vezes que tenho a oportunidade de trabalhar com a sele\u00e7\u00e3o. \u00c9 onde quero estar daqui a cinco, dez anos. Trabalhando com a sele\u00e7\u00e3o\u201d.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1666439268_916_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1666439269_233_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, a ideia pode parecer prepotente ou fruto do desencanto de algu\u00e9m que n\u00e3o tem nenhuma chance de chegar \u00e0 liga de basquete profissional dos Estados Unidos. Por\u00e9m, esta n\u00e3o \u00e9 a realidade do atual t\u00e9cnico do sub-18 do Brasil e assistente de Gustavo de Conti na sele\u00e7\u00e3o principal. No in\u00edcio de outubro, ele foi confirmado como auxiliar-t\u00e9cnico do Mexico City Capitanes, equipe da G-League, liga de desenvolvimento da NBA. No momento j\u00e1 se ambienta \u00e0 vida em um novo pa\u00eds, enquanto se prepara para a temporada que come\u00e7a no dia 4 de novembro.<\/p>\n<p>A G-League funciona como um campeonato de times B de franquias da NBA. \u00c9 l\u00e1 que elas d\u00e3o tempo de quadra a jovens que ainda precisam ser lapidados ou a atletas que s\u00f3 querem uma brecha para conseguir um espa\u00e7o no elenco principal. Ao longo dos anos, al\u00e9m de se fortalecer como via estrat\u00e9gica para jogadores (caso do brasileiro Gui Santos, do Santa Cruz Warriors, filial do Golden State Warriors, atual campe\u00e3o da NBA), a G-League tamb\u00e9m serviu como laborat\u00f3rio para t\u00e9cnicos que chegaram \u00e0 liga m\u00e3e. Quin Snyder (ex-t\u00e9cnico do Utah Jazz) e Nick Nurse (comandante do Toronto Raptors) s\u00e3o alguns exemplos.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"es\" xml:lang=\"es\">Bienvenidos a Capitanes \ud83d\udd35\ud83d\udfe1 Welcome to Capitanes<\/p>\n<p>Lee nota completa aqu\u00ed \u27a1\ufe0f <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/t.co\/5xCI0UrSV8\">https:\/\/t.co\/5xCI0UrSV8<\/a><a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/SomosCapitanes?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw\">#SomosCapitanes<\/a> <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/t.co\/rI97SIUwVl\">pic.twitter.com\/rI97SIUwVl<\/a><\/p>\n<p>\u2014 CAPITANES (@CapitanesCDMX) <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/CapitanesCDMX\/status\/1579942876397842433?ref_src=twsrc%5Etfw\">October 11, 2022<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Galvani recebeu a fun\u00e7\u00e3o de trabalhar o desenvolvimento individual dos jogadores do Capitanes. No M\u00e9xico, ele encontra uma situa\u00e7\u00e3o \u00fanica. Fruto de uma a\u00e7\u00e3o pioneira da NBA para ampliar seu bra\u00e7o na Am\u00e9rica Latina, o Capitanes n\u00e3o opera como equipe base de alguma franquia da NBA (que, por enquanto, n\u00e3o tem times fora de Estados Unidos e Canad\u00e1). Com isso, por um lado, existe uma \u00eanfase em promover e projetar atletas de origem latina, por exig\u00eancia da liga principal. E al\u00e9m disso, como n\u00e3o h\u00e1 foco em cuidar de determinado jogador por influ\u00eancia de um time da NBA, o diferencial do time \u00e9 sempre colocar em quadra o que tem de melhor.<\/p>\n<p>A oportunidade no M\u00e9xico, no entanto, n\u00e3o foi o primeiro contato do brasileiro com o basquete praticado na maior liga do mundo. Em junho, por meio de seu agente, Aylton Tesch, Galvani conseguiu uma vaga na comiss\u00e3o t\u00e9cnica do Cleveland Cavaliers que disputou a Summer League, outra competi\u00e7\u00e3o voltada a reunir jovens com e sem contrato com equipes da NBA e dar a eles a chance de se mostrarem, como uma grande peneira. \u00c9 uma oportunidade provis\u00f3ria, da qual o brasileiro tirou o maior proveito.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes podemos imaginar o que seria o ideal em termos de estrutura do basquete. Voc\u00ea deita na cama e imagina. Chegando l\u00e1, estava tudo realizado. Eu fiquei 15 minutos em \u00eaxtase no gin\u00e1sio\u201d, relembra Galvani, que teve a oportunidade de trocar ideias com o t\u00e9cnico J.B Bickerstaff, do Cavaliers.<\/p>\n<p>Diferentemente de ex-atletas como Tiago Splitter (assistente no Brooklyn Nets) e Leandrinho (integrante da comiss\u00e3o do Sacramento Kings), que migraram da quadra para o banco logo ap\u00f3s encerrarem a carreira, a trajet\u00f3ria de Vitor Galvani \u00e9 bem menos usual. Talvez isso ajude a entender por que ele n\u00e3o coloca a NBA como o ponto mais alto de uma carreira.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\" xml:lang=\"pt\">E essa comiss\u00e3o t\u00e9cnica, hein \ud83d\udd25<\/p>\n<p>Gustavo De Conti, Helinho e Savignani, juntos para a janela adulta nas Eliminat\u00f3rias \ud83c\udfc0<\/p>\n<p>Tiago Splitter se apresentando nesta segunda para comandar a Sele\u00e7\u00e3o 23 \ud83c\udfc0<\/p>\n<p>Vitor Galvani, campe\u00e3o sul-americano e vice das Am\u00e9ricas no sub-18 \ud83c\udfc0<\/p>\n<p>Que time! <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/t.co\/0faFTgGIBu\">pic.twitter.com\/0faFTgGIBu<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Basquete Brasil &#8211; CBB (@basquetebrasil) <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/basquetebrasil\/status\/1541386506748698624?ref_src=twsrc%5Etfw\">June 27, 2022<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Nascido em Campinas e criado em Joinville, aos 19 anos ele parou de jogar e em pouco tempo come\u00e7ou a pescar oportunidades de participar de treinos, na \u00e9poca em que Jos\u00e9 Neto, hoje treinador da sele\u00e7\u00e3o feminina, comandava a equipe masculina da cidade catarinense. Ele sequer estudava Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Para viver o sonho, teve que se multiplicar.<\/p>\n<p>\u201cPor um ano e meio da minha vida, eu fazia Engenharia de Log\u00edstica pela manh\u00e3, dava treino \u00e0 tarde e \u00e0 noite estudava Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Foi um momento bem louco da minha vida\u201d, diz Galvani.<\/p>\n<p>De Joinville veio a chance no sub-19 do Corinthians, onde se tornou tamb\u00e9m assistente da equipe adulta. Chamando a aten\u00e7\u00e3o pela compet\u00eancia aliada \u00e0 juventude, chegou \u00e0 comiss\u00e3o t\u00e9cnica da sele\u00e7\u00e3o brasileira principal. Defendendo o Brasil, ele viveu, em 2022, o momento mais alto da carreira. Incumbido de dirigir a equipe sub-18, conquistou o Sul-Americano de forma invicta em mar\u00e7o, e em junho s\u00f3 parou na final diante da forte sele\u00e7\u00e3o americana na AmeriCup.<\/p>\n<p>Em todas as etapas da carreira, inclusive na atual, Galvani esteve envolvido no desenvolvimento de atletas. Lidar com essa parte do trabalho como t\u00e9cnico \u00e9 o que mais o fascina. Aos 30 anos, \u00e9 considerado quase um garoto em uma carreira que costuma exigir experi\u00eancia. Ele tamb\u00e9m est\u00e1 em desenvolvimento, e por isso n\u00e3o se coloca nenhum objetivo mais complexo do que continuar ensinando como colocar a bola na cesta e impedir que o outro time fa\u00e7a isso tamb\u00e9m. Se a sele\u00e7\u00e3o continuar ali, nada mais importa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei o que o basquete vai me trazer. Se um dia serei t\u00e9cnico principal de um time da G-League, ou do Brasil, ou da Europa. S\u00f3 sei que vou dar o meu melhor e as oportunidades que forem aparecendo eu vou colocar na balan\u00e7a para ver como posso me desenvolver com isso\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script>, Igor Santos &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-10\/galvani-o-tecnico-que-se-aproxima-da-nba-mas-vive-outro-sonho\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem perguntar para um menino que come\u00e7a no basquete qual o seu sonho provavelmente receber\u00e1 a seguinte resposta: jogar na NBA. Afinal, a liga norte-americana n\u00e3o apenas \u00e9 a mais famosa do mundo dentro do esporte, mas tamb\u00e9m \u00e9 um dos maiores conglomerados de entretenimento no planeta. 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