{"id":13059,"date":"2022-10-20T19:28:00","date_gmt":"2022-10-20T22:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/brasil-teve-190-mil-mortes-a-mais-em-2020-aponta-estudo-da-fiocruz\/"},"modified":"2022-10-20T19:28:00","modified_gmt":"2022-10-20T22:28:00","slug":"brasil-teve-190-mil-mortes-a-mais-em-2020-aponta-estudo-da-fiocruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=13059","title":{"rendered":"Brasil teve 190 mil mortes a mais em 2020, aponta estudo da Fiocruz"},"content":{"rendered":"<p> <\/p>\n<div>\n<p>O n\u00famero de mortes ocorridas no Brasil em 2020 superou a m\u00e9dia dos anos anteriores em 190 mil, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (20) por pesquisadores da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1. A pesquisa informa que morreram 1.556.824 pessoas no pa\u00eds naquele ano, 19% a mais do que era esperado considerando a m\u00e9dia projetada a partir dos anos de 2015 a 2019.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1666306213_698_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1666306214_850_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>O ano de 2020 foi o primeiro da pandemia de covid-19, causada pelo v\u00edrus SARS-CoV-2, o que aparece na pesquisa com o peso das mortes por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias, que superaram o esperado em 480%. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m se destacaram naquele ano as mortes por causas indefinidas, o que os pesquisadores interpretam como poss\u00edveis mortes por covid-19 em que houve dificuldade no preenchimento das declara\u00e7\u00f5es de \u00f3bito.<\/p>\n<p>O\u00a0impacto da pandemia na mortalidade n\u00e3o se restringe \u00e0s v\u00edtimas de covid-19 e inclui tamb\u00e9m as mortes causadas pela sobrecarga nos sistemas de sa\u00fade e aquelas evitadas por mudan\u00e7as de h\u00e1bitos durante o isolamento social.\u00a0De acordo com a pesquisa, excederam o esperado em mais de 10% as mortes por doen\u00e7as end\u00f3crinas (16%), transtornos mentais (29%), doen\u00e7as cardiovasculares (16%), e gravidez, parto e puerp\u00e9rio (27%).\u00a0.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;As mortes ligadas indiretamente \u00e0 covid-19 s\u00e3o atribu\u00edveis a outras condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade para as quais as pessoas n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao tratamento porque os sistemas de sa\u00fade foram sobrecarregados pela pandemia&#8221;, analisam os pesquisadores no texto publicado hoje. &#8220;O n\u00famero estimado de mortes em excesso pode ter sido influenciado tamb\u00e9m pelas mortes evitadas durante a pandemia devido aos menores riscos de determinados eventos, como acidentes automobil\u00edsticos ou acidentes de trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>Para os autores do estudo, entender essa mortalidade \u00e9 importante porque indica a necessidade de os sistemas locais de sa\u00fade serem mais resilientes, para que possam sustentar servi\u00e7os essenciais de sa\u00fade durante crises.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Os dados analisados permitem assumir, portanto, que a covid-19 teve impacto, direta e indiretamente, na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Os dados de mortalidade apontam coincid\u00eancia nos per\u00edodos mais cr\u00edticos da pandemia e maior volume de \u00f3bitos por outras causas, o que sugere colapso e represamento dos problemas de sa\u00fade&#8221;, diz o artigo em sua conclus\u00e3o. Isso sugere que tal excesso \u00e9 resultado n\u00e3o apenas da covid-19 em si, mas da resposta social e da gest\u00e3o do sistema de sa\u00fade ante &#8220;uma mir\u00edade de causas que j\u00e1 tinham ritmo de tend\u00eancia anterior&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da an\u00e1lise dos dados nacionais, a pesquisa destaca cen\u00e1rios destoantes entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o. Os estados em que as mortes superaram mais o esperado est\u00e3o concentrados na Regi\u00e3o Norte, enquanto os do Sul e do Sudeste tiveram aumentos menos intensos.<\/p>\n<p>Em Roraima, no Amap\u00e1 e no Amazonas, o n\u00famero de \u00f3bitos superou o previsto em 46%, 45% e 43%, respectivamente. J\u00e1 no Rio Grande do Sul, houve 7% mais mortes que na estimativa tra\u00e7ada a partir dos anos anteriores.<\/p>\n<p>O estudo cita outras pesquisas que tamb\u00e9m mensuraram o excesso de mortalidade no mundo durante a pandemia de covid-19.\u00a0 A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, por exemplo, diz que o n\u00famero total de mortes associadas direta ou indiretamente \u00e0 pandemia de covid-19, nos anos de 2020 e 2021, foi de aproximadamente 14,9 milh\u00f5es. J\u00e1 os Estados Unidos estimam ter enfrentado aumento de 17,3% na mortalidade no ano de 2020, na compara\u00e7\u00e3o com o tri\u00eanio 2017-2019.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia de covid-19, o Brasil teve 687 mil v\u00edtimas da doen\u00e7a. No primeiro ano da pandemia, cerca de 194 mil pessoas perderam a vida depois de contrair a infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Vin\u00edcius Lisboa \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2022-10\/brasil-teve-190-mil-mortes-mais-em-2020-aponta-estudo-da-fiocruz\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de mortes ocorridas no Brasil em 2020 superou a m\u00e9dia dos anos anteriores em 190 mil, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (20) por pesquisadores da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1. 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