{"id":10728,"date":"2022-09-01T07:00:00","date_gmt":"2022-09-01T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/coluna-brasil-mantem-ritmo-a-dois-anos-da-paralimpiada-de-paris\/"},"modified":"2022-09-01T07:00:00","modified_gmt":"2022-09-01T10:00:00","slug":"coluna-brasil-mantem-ritmo-a-dois-anos-da-paralimpiada-de-paris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=10728","title":{"rendered":"Coluna &#8211; Brasil mant\u00e9m ritmo a dois anos da Paralimp\u00edada de Paris"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>H\u00e1 um ano, a nata do esporte paral\u00edmpico mundial estava reunida em T\u00f3quio (Jap\u00e3o). O desempenho hist\u00f3rico do Brasil, finalizando os Jogos no s\u00e9timo lugar do quadro de medalhas, igualando o recorde de p\u00f3dios (72) e superando o de ouros (22), atendeu \u00e0s expectativas anunciadas pelo Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB) em 2017, quando a entidade divulgou o planejamento estrat\u00e9gico dos dois ciclos seguintes \u00e0 Rio 2016.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/1662028594_0_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/1662028594_51_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Passado o megaevento na capital japonesa, o planejamento foi atualizado. As metas pensando nos Jogos de Paris (Fran\u00e7a), daqui a dois anos, s\u00e3o as mesmas de cinco anos atr\u00e1s, em sua maioria. A inten\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 marcar presen\u00e7a em pelo menos 20 (das 22) modalidades e buscar entre 70 e 90 medalhas. O objetivo, por\u00e9m, vai al\u00e9m de seguir no top-10, como se pretendia em 2017, mas se firmar entre os oito primeiros do quadro, o que vem sendo mantido desde a edi\u00e7\u00e3o de Londres (Reino Unido), em 2012.<\/p>\n<p>Os primeiros resultados do ciclo trazem otimismo. Ainda em 2021, no Mundial de Paracanoagem, em Copenhague (Dinamarca), poucos dias ap\u00f3s o encerramento dos Jogos de T\u00f3quio, o Brasil conquistou tr\u00eas medalhas e viu Fernando Rufino, o Cowboy de A\u00e7o, repetir o feito do Jap\u00e3o e levar o ouro nos 200 metros da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam bra\u00e7os e tronco para a remada).<\/p>\n<p>No Mundial de halterofilismo, em Tbilisi (Ge\u00f3rgia), tamb\u00e9m no ano passado, a <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-12\/mariana-dandrea-leva-prata-no-mundial-de-halterofilismo-paralimpico\">campe\u00e3 paral\u00edmpica Mariana d&#8217;Andrea<\/a> se manteve no p\u00f3dio da categoria at\u00e9 73 quilos, agora como medalhista de prata. Antes do fim do ano, deu tempo de o<a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2021-12\/coluna-ano-paralimpico-termina-com-brilho-no-mundial-de-taekwondo\"> parataekwondo brasileiro conquistar sete p\u00f3dios no Mundial de Istambul (Turquia)<\/a>, com destaque ao ouro de Silvana Fernandes (bronze em T\u00f3quio) na categoria at\u00e9 57 quilos (vencedor em T\u00f3quio, Nathan Torquato desistiu na semifinal da categoria at\u00e9 63 quilos por les\u00e3o). Foi o melhor desempenho na hist\u00f3ria do evento, superando as duas medalhas (ouro e bronze) de 2019.<\/p>\n<p>Em 2022, em nova edi\u00e7\u00e3o do Mundial de paracanoagem, em Halifax (Canad\u00e1), os brasileiros foram ainda melhor, com quatro medalhas e a dobradinha nos 200 m da VL2, com Igor Tofalini em primeiro e Rufino, desta vez, com a prata. No Mundial de hipismo paral\u00edmpico, em Hering (Dinamarca), <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-08\/hipismo-paralimpico-rodolpho-riskalla-fatura-2o-bronze-em-mundial\">Rodolpho Riskalla<\/a> foi bronze na disputa t\u00e9cnica individual (mesma prova em que conquistou a prata em T\u00f3quio) e no estilo livre &#8211; ambos na classe Grau IV (cavaleiros com comprometimentos leves em um ou dois membros ou com defici\u00eancia visual moderada).<\/p>\n<p>Na Copa do Mundo de paraciclismo, em Baie-Comeau (Canad\u00e1), foram quatro medalhas. Na prova de resist\u00eancia, Lauro Chaman levou a prata na categoria MC5 (defici\u00eancia f\u00edsicas de menor severidade) e Carlos Alberto Soares assegurou o bronze na MC1 (comprometimento motor mais elevado). Jady Malavazzi, por sua vez, conquistou o bronze nas disputas de estrada e no contrarrel\u00f3gio da classe H3 (atletas que utilizam uma bicicleta adaptada e a impulsionam com os bra\u00e7os). Em T\u00f3quio, o Brasil n\u00e3o foi ao p\u00f3dio na modalidade.<\/p>\n<p>No t\u00eanis em cadeira de rodas, o Brasil conquistou uma in\u00e9dita medalha de bronze no Mundial por equipes, em Vilamoura (Portugal), na classe quad (atletas com comprometimento em tr\u00eas ou mais partes do corpo), com Leandro Pena, Augusto Fernandes e Ymanitu Silva. Este \u00faltimo tamb\u00e9m foi vice-campe\u00e3o, nas duplas, no Torneio de Roland Garros, um dos quatro Grand Slams da temporada, em Paris, al\u00e9m de atingir a s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o do ranking da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de T\u00eanis (ITF, sigla em ingl\u00eas), recorde na carreira.<\/p>\n<p>Modalidade que mais rendeu ouros ao pa\u00eds em T\u00f3quio (oito), junto do atletismo, a nata\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m presenciou um come\u00e7o de ciclo promissor. Foram 53 p\u00f3dios obtidos pelos 29 atletas do Brasil que estiveram no Mundial de Funchal (Portugal), com 19 ouros. Foi o melhor desempenho na hist\u00f3ria do evento, mesmo sem o astro Daniel Dias, rec\u00e9m-aposentado.<\/p>\n<p>\u201cO <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-06\/coluna-mundial-confirma-potencial-plural-da-natacao-paralimpica\">resultado expressivo no Mundial de Nata\u00e7\u00e3o<\/a>, com certeza, \u00e9 um dos grandes destaques do ciclo at\u00e9 aqui. No atletismo, alguns atletas que brilharam em outras edi\u00e7\u00f5es dos Jogos, como Petr\u00facio Ferreira [velocidade], Beth Gomes [arremesso do peso], Raissa Machado [lan\u00e7amento do dardo] e Alessandro Silva [lan\u00e7amento do disco], bateram recordes mundiais. A expectativa \u00e9 que nessas duas modalidades, que, historicamente, j\u00e1 trazem muitas medalhas ao Brasil, continuemos com conquistas\u201d, analisou o diretor de Esportes de Alto Rendimento do CPB, Jonas Freire, \u00e0 <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cNo jud\u00f4, o Brasil conquistou todos os Grand Prix disputados neste ano. A sele\u00e7\u00e3o de futebol de cegos tamb\u00e9m ganhou todos os campeonatos em que esteve em 2022. <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-02\/arrasador-brasil-conquista-dobradinha-na-copa-america-de-goalball\">No goalball, tanto o time feminino como o masculino ganharam o campeonato das Am\u00e9ricas<\/a>. \u00c9 um come\u00e7o e meio de ciclo com bons resultados e isso nos d\u00e1 boas perspectivas para os Jogos de Paris\u201d, completou o dirigente.<\/p>\n<p>Outra meta adaptada no planejamento do Comit\u00ea foi referente \u00e0 presen\u00e7a de jovens. No planejamento anunciado em 2017, a expectativa do CPB era de que, ao menos, 17% dos finalistas em Paris tivessem at\u00e9 23 anos. Na atualiza\u00e7\u00e3o, o objetivo passou a ser de 50% dos convocados sub-23 marcarem presen\u00e7a em finais.<\/p>\n<p>Em T\u00f3quio, 39 atletas (cerca de 17% da equipe brasileira) tinham, no m\u00e1ximo, 23 anos na ocasi\u00e3o dos Jogos, sendo que 22 deles (21 em esportes n\u00e3o coletivos) disputaram finais, o que representa pouco mais de 56% do recorte. Na nata\u00e7\u00e3o (onde 34% da sele\u00e7\u00e3o paral\u00edmpica foi sub-23), todos os competidores nessa faixa de idade estiveram em provas valendo medalha. Cen\u00e1rio que se repetiu no Mundial de Funchal.<\/p>\n<p>Outras modalidades, como goalball, basquete em cadeira de rodas e futebol de cegos, tamb\u00e9m v\u00eam promovendo caras novas. Nesta \u00faltima, por exemplo, a sele\u00e7\u00e3o brasileira sub-23, que participa de Grand Prix em Schiltigheim (Fran\u00e7a), goleou os anfitri\u00f5es, atuais campe\u00f5es europeus e que estavam atuando com a equipe principal, por 4 a 1, na ter\u00e7a-feira (30).<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo, com essa meta [50% dos sub-23 atingindo finais], \u00e9 garantir a continuidade dos resultados de um ciclo para outro. Desse modo, ajustamos a meta para atender melhor nosso objetivo e para facilitar o processo de monitoramento\u201d, explicou Freire.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros Mundiais paral\u00edmpicos pela frente em 2022. O de remo acontece em setembro, em Racice (Rep\u00fablica Tcheca). No m\u00eas seguinte, ser\u00e1 a vez do <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-07\/coluna-rugby-sobre-rodas-do-brasil-trabalha-para-estreia-em-mundial\">rugby em cadeira de rodas<\/a>, em Velje (Dinamarca). Em novembro s\u00e3o cinco. Os de tiro esportivo e o de basquete em cadeira de rodas ser\u00e3o nos Emirados \u00c1rabes. O de jud\u00f4 em Baku (Azerbaij\u00e3o). O de t\u00eanis de mesa est\u00e1 marcado para Granada (Espanha). J\u00e1 o de <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-07\/coluna-torneio-na-holanda-abre-ciclo-do-volei-sentado-rumo-paris\">v\u00f4lei sentado<\/a> &#8211; que inicialmente seria em maio, em Hanghzou (China) &#8211; ocorrer\u00e1 em Sarajevo (B\u00f3snia-Herzegovina). Em dezembro, por fim, ser\u00e3o realizados os de goalball (Portugal) e o de bocha, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da TV Brasil e R\u00e1dio Nacional<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2022-08\/coluna-brasil-mantem-ritmo-dois-anos-da-paralimpiada-de-paris\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano, a nata do esporte paral\u00edmpico mundial estava reunida em T\u00f3quio (Jap\u00e3o). O desempenho hist\u00f3rico do Brasil, finalizando os Jogos no s\u00e9timo lugar do quadro de medalhas, igualando o recorde de p\u00f3dios (72) e superando o de ouros (22), atendeu \u00e0s expectativas anunciadas pelo Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB) em 2017, quando a entidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10729,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-10728","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esporte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10728\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}