{"id":10714,"date":"2022-08-31T13:20:00","date_gmt":"2022-08-31T16:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/contas-publicas-tem-superavit-de-r-204-bilhoes-em-julho\/"},"modified":"2022-08-31T13:20:00","modified_gmt":"2022-08-31T16:20:00","slug":"contas-publicas-tem-superavit-de-r-204-bilhoes-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/?p=10714","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam super\u00e1vit de R$ 20,4 bilh\u00f5es em julho"},"content":{"rendered":"<p>[<\/p>\n<div>\n<p>As contas p\u00fablicas fecharam o m\u00eas de julho com saldo positivo, resultado, principalmente, do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o do Tesouro Nacional. O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e empresas estatais, registrou super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 20,440 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, ante d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 10,283 bilh\u00f5es em julho de 2021.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1661990376_869_ebc.png\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/voltaredonda.rio.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/1661990376_555_ebc.gif\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Em 12 meses, encerrados em julho deste ano, as contas acumulam super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 230,554 bilh\u00f5es, o que corresponde a 2,48% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds).<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo das contas do setor p\u00fablico (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. No ano, de janeiro a julho, h\u00e1 super\u00e1vit de R$ 150,335 bilh\u00f5es, ante resultado negativo de R$ 15,491 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo do ano passado. Uma varia\u00e7\u00e3o muito expressiva, segundo o BC, que tamb\u00e9m reflete o aumento de receitas e redu\u00e7\u00e3o das despesas.<\/p>\n<p>A meta para as contas p\u00fablicas deste ano, definida na <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2021-08\/ldo-2022-e-publicada-no-diario-oficial-da-uniao\">Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias<\/a>, \u00e9 de d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 177,5 bilh\u00f5es para o setor p\u00fablico consolidado. Em 2021, as contas p\u00fablicas fecharam o ano com <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-01\/contas-publicas-registram-superavit-de-r-647-bi-em-2021\">super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 64,7 bilh\u00f5es<\/a>, 0,75% do PIB.<\/p>\n<p>Foi o primeiro ano de resultados positivos nas contas do setor p\u00fablico, ap\u00f3s sete anos de d\u00e9ficit. Em 2020, as contas p\u00fablicas tiveram d\u00e9ficit prim\u00e1rio recorde de R$ 702,950 bilh\u00f5es, 9,41% do PIB, em raz\u00e3o dos gastos com a pandemia de covid-19.<\/p>\n<h2>Dados isolados<\/h2>\n<p>No m\u00eas passado, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 19,961 bilh\u00f5es ante o d\u00e9ficit de R$ 16,842 bilh\u00f5es de julho de 2021.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o de 17,9% nas despesas, no m\u00eas passado, a Uni\u00e3o registrou aumento da receita l\u00edquida de 6,3% em compara\u00e7\u00e3o a julho do ano passado. O pagamento de dividendos pela Petrobras, em torno de R$ 7 bilh\u00f5es, contribuiu para essa alta na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 queda nas despesas, o chefe do Departamento de Estat\u00edsticas do BC, Fernando Rocha, explicou que houve mudan\u00e7a na base de compara\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que em julho de 2021, houve pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos segurados. Neste ano, o gasto com tais recursos foi antecipado para abril e maio.<\/p>\n<p>O montante difere do resultado divulgado ontem (30) pelo Tesouro Nacional, de <a rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\" href=\"http:\/\/[https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-08\/governo-central-tem-superavit-primario-recorde-para-meses-de-julho\">super\u00e1vit de R$ 19,308 bilh\u00f5es em julho<\/a>, porque, al\u00e9m de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a varia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Os governos estaduais tiveram redu\u00e7\u00e3o no super\u00e1vit no m\u00eas passado, registrando R$ 1,427 bilh\u00e3o, ante super\u00e1vit de R$ 5,732 bilh\u00f5es em julho de 2021. Os governos municipais tamb\u00e9m anotaram super\u00e1vit de R$ 334 milh\u00f5es em julho deste ano. No mesmo m\u00eas de 2021, o super\u00e1vit foi de R$ 1,613 bilh\u00e3o para esses entes.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, houve queda na arrecada\u00e7\u00e3o desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), que teve varia\u00e7\u00e3o de 3,7% do ano passado para c\u00e1. Por outro lado, as transfer\u00eancias regulares do governo federal no \u00e2mbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas cresceram 20%, fruto natural do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o federal. \u201cHouve menos receitas pr\u00f3prias e mais transfer\u00eancias da Uni\u00e3o, o que explica a redu\u00e7\u00e3o do super\u00e1vit prim\u00e1rio\u201d, disse Rocha, durante entrevista virtual para apresentar os resultados fiscais.<\/p>\n<p>J\u00e1 as empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 1,280 bilh\u00e3o no m\u00eas passado.<\/p>\n<h2>Despesas com juros<\/h2>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 42,939 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, contra R$ 98,188 bilh\u00f5es em junho e R$ 45,119 bilh\u00f5es em julho de 2021. Segundo Rocha, h\u00e1 os efeitos das opera\u00e7\u00f5es do Banco Central no mercado de c\u00e2mbio (<em>swap <\/em>cambial, que \u00e9 a venda de d\u00f3lares no mercado futuro), que, nesse caso contribu\u00edram para a melhora da conta de juros no m\u00eas passado. Os resultados dessas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o transferidos para o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica, como receita, quando h\u00e1 ganhos, e como despesa, quando h\u00e1 perdas.<\/p>\n<p>No m\u00eas de julho, houve aprecia\u00e7\u00e3o cambial de 0,95% e a conta de <em>swaps<\/em> teve ganhos de R$ 7,5 bilh\u00f5es. J\u00e1 em junho, ocorreu uma deprecia\u00e7\u00e3o de 10,8% no c\u00e2mbio e o BC teve perdas de R$ 39,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre julho de 2021 e 2022, tamb\u00e9m h\u00e1 impacto nos juros do aumento do estoque da d\u00edvida e da alta da taxa Selic no per\u00edodo, que passou de 4,25% ao ano em julho do ano passado para os atuais 13,75% ao ano.<\/p>\n<p>O resultado nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os gastos com juros, permanece em trajet\u00f3ria de queda. Em julho, o d\u00e9ficit nominal ficou em R$ 22,498 bilh\u00f5es, contra o resultado negativo de R$ 55,403 bilh\u00f5es em igual m\u00eas de 2021. Em 12 meses, acumula d\u00e9ficit R$ 355,869 bilh\u00f5es, ou 3,83% do PIB. O resultado nominal \u00e9 levado em conta pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco ao analisar o endividamento de um pa\u00eds, indicador observado por investidores.<\/p>\n<h2>D\u00edvida p\u00fablica<\/h2>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 5,331 trilh\u00f5es em julho, o que corresponde a 57,3% do PIB. Em junho, o percentual da d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB estava em 57,8%. De acordo com Rocha, o principal respons\u00e1vel pela redu\u00e7\u00e3o foi o pr\u00f3prio crescimento nominal do PIB.<\/p>\n<p>Em julho de 2022, a d\u00edvida bruta do governo geral (DBGG) \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais \u2013 chegou a R$ 7,217 trilh\u00f5es ou 77,6% do PIB, contra 78% (R$ 7,174 trilh\u00f5es) no m\u00eas anterior. Assim como o resultado nominal, a d\u00edvida bruta \u00e9 usada para tra\u00e7ar compara\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Da mesma forma, um dos fatores para a redu\u00e7\u00e3o da DBGG foi o crescimento do PIB nominal do pa\u00eds, que acabou compensando as emiss\u00f5es de d\u00edvidas do governo e a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>, author]<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2022-08\/contas-publicas-tem-superavit-de-r-204-bilhoes-em-julho\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fonte: Agencia Brasil <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ As contas p\u00fablicas fecharam o m\u00eas de julho com saldo positivo, resultado, principalmente, do aumento da arrecada\u00e7\u00e3o do Tesouro Nacional. 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