Peça que trata da banalização da violência humana rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator para Eduardo Moscovis; ingressos serão trocados por um litro de leite
O monólogo “O motociclista no globo da morte” será encenado no Teatro Maestro Franklin de Carvalho Junior, no bairro Laranjal, em Volta Redonda, na quarta-feira, 30 de setembro, às 20h. A peça, que investiga a origem e a banalização da violência humana, chega ao município a partir da parceria entre a Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o Sesc (Serviço Social do Comércio) Rio e o Sicomércio-VR (Sindicato do Comércio Varejista, de Bens, Serviços e Turismo de Volta Redonda).
O texto apresenta a história de Antônio, um matemático, um homem racional e sensato que, numa tarde de um dia qualquer, se vê envolvido numa espiral de violência quando almoçava em um bar. É a partir deste fato, que muda a sua vida para sempre, e enquanto conta ao público com riqueza de detalhes o que aconteceu, que o ator Eduardo Moscovis vai tecendo considerações sobre as diversas formas de violência que resultam da vida em sociedade. E se é possível, aos seres humanos como indivíduos, combater essa violência ou se é inevitável render-se a ela.
“O motociclista no globo da morte”, do dramaturgo, diretor e ator Leonardo Netto, marca a primeira parceria de Eduardo Moscovis com o diretor Rodrigo Portella. O espetáculo rendeu a Moscovis, no último mês de março, o Prêmio Shell de Melhor Ator — o mais tradicional reconhecimento das artes cênicas no país e o primeiro de sua carreira.
Para além do prêmio recebido, o espetáculo obteve duas indicações ao Prêmio Shell: Melhor Dramaturgia para Leonardo Netto e Melhor Iluminação para Ana Luzia de Simoni. O espetáculo conta também com duas indicações ao Prêmio APTR – concedido pela Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro: Melhor Ator em Papel Protagonista para Eduardo Moscovis e Melhor Dramaturgia para Leonardo Netto.
Ao contar uma história que, em tese, poderia acontecer com qualquer um, o espetáculo provoca ao diluir as fronteiras entre vítima e algoz, civilizado e selvagem. “O que mais me cativou no texto foi perceber que o protagonista é um homem que tem uma vida correta, pacífica, com quem eu facilmente me identificaria, mas que, assim como seu antagonista — um homem vil em todos os aspectos —, pode se igualar a ele ao cometer um ato de extrema violência”, conta Eduardo Moscovis.
O secretário municipal de Cultura, Anderson de Souza, afirmou que trazer “O motociclista no globo da morte”, mais uma peça premiada que vem para Volta Redonda, confirma o sucesso da parceria da prefeitura com o Sesc Rio e Sicomércio.
“Essa parceria facilita o acesso ao teatro, já que o ingresso solidário é trocado por um litro de leite a ser doado a instituições beneficentes. E é isso que temos visto, a cada espetáculo a casa está cheia. Estamos criando o hábito na população de acompanhar as peças, independente do estilo.”
Troca de ingressos
A entrada para a peça será por meio de troca solidária: 1 litro de leite por ingresso (limite de até 2 ingressos por CPF). A retirada dos ingressos acontece na terça-feira, dia 29, e quarta-feira, dia 30, das 8h às 17h (enquanto durarem os ingressos), na Biblioteca Municipal Raul de Leoni, no bairro Vila Santa Cecília.
Ficha técnica do espetáculo
Texto de Leonardo Netto; direção de Rodrigo Portella; assistência de direção de Milla Fernandez; trilha musical de André Muato; iluminação de Ana Luzia de Simoni; figurino de Gabriella Marra; estudos visuais em IA de Zezinho Mancini; produção executiva de João Eizô Y Saboya; direção de produção de Sérgio Saboya e Silvio Batistela; e produção geral de Eduardo Moscovis e Sérgio Saboya.
Serviço
Evento: Peça Teatral “O motociclista no globo da morte”, com Eduardo Moscovis;
Local: Teatro Maestro Franklin de Carvalho Junior;
Endereço: Rua 154, nº 783 – Laranjal – Volta Redonda – RJ;
Dia: 30 de setembro;
Horário: 20h;
Ingressos: Troca solidária por 1 litro de leite;
Classificação: 14 anos;
Atenção: o espetáculo contém violência gráfica e pode despertar gatilhos emocionais.
Fotos: Carolina Ribeiro.
Secom/PMVR





