Iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social fortalece vínculos comunitários, aumenta a participação dos usuários e promove ações socioeducativas voltadas à educação ambiental e ao cuidado coletivo
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), está ampliando o projeto de hortas comunitárias nos equipamentos da rede socioassistencial do município. Mais do que espaços de cultivo, as hortas integram uma estratégia de fortalecimento dos vínculos entre os usuários, as equipes dos serviços e a comunidade, estimulando a participação coletiva, o sentimento de pertencimento e o cuidado compartilhado com os espaços públicos.
A iniciativa tem se consolidado como uma importante ferramenta socioeducativa, promovendo convivência, troca de experiências e engajamento dos usuários nas atividades desenvolvidas pelos equipamentos da assistência social. O contato com a terra e o acompanhamento do crescimento das plantas contribuem para a construção de relações de cooperação, responsabilidade e valorização do trabalho coletivo.
Atualmente, as hortas em produção estão localizadas no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do bairro Santa Cruz e na Casa de Passagem e Centro Pop, no bairro Aterrado, onde usuários e profissionais atuam juntos no plantio e nos cuidados diários com os canteiros.
Na Casa de Passagem, a horta reúne uma grande variedade de espécies alimentícias, medicinais e aromáticas, entre elas abóbora, quiabo, repolho, cebolinha, manjericão, feijão-vagem, taioba, maracujá, manga, pimenta, boldo, cidreira e arruda. O trabalho é realizado com a participação dos acolhidos, que auxiliam no plantio, na irrigação, na manutenção dos canteiros e acompanham o desenvolvimento das plantas.
Já no Cras Santa Cruz, a atividade também conta com o envolvimento dos usuários e da equipe do equipamento, fortalecendo a convivência comunitária, o sentimento de pertencimento ao território e estimulando práticas sustentáveis.
Projeto em expansão
Além dos espaços já em funcionamento, o projeto começou a ser expandido para outros equipamentos da rede socioassistencial. No Cras Siderópolis, por exemplo, foram plantadas recentemente mudas de alface, couve, cebolinha e alho-poró, que ainda estão em fase de crescimento. A expectativa é que a iniciativa também seja levada para outros equipamentos que já possuem canteiros estruturados, como o Cras Volta Grande e o Centro-Dia da Pessoa com Alzheimer.
Neste primeiro momento, os alimentos produzidos são utilizados nos próprios equipamentos, contribuindo para o aproveitamento dos cultivos e para o desenvolvimento de atividades educativas relacionadas ao plantio, ao cuidado com o meio ambiente e à valorização dos espaços coletivos.
A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, destacou que as hortas têm papel importante na construção de vínculos e no fortalecimento das relações comunitárias.
“Esse é um projeto que vai muito além do cultivo de alimentos. As hortas funcionam como espaços de convivência, aprendizado e troca de experiências, aproximando usuários, profissionais e comunidade. Elas fortalecem vínculos, estimulam a participação social, despertam o senso de responsabilidade e pertencimento e contribuem para a construção de relações mais solidárias dentro dos territórios. Além disso, promovem a educação ambiental, incentivam hábitos saudáveis e contribuem para a ocupação positiva dos espaços coletivos. Nossa intenção é ampliar cada vez mais essa iniciativa para outros equipamentos da rede socioassistencial”, afirmou.
A ampliação das hortas integra as ações socioeducativas desenvolvidas pela Smas e reforça o compromisso da Prefeitura de Volta Redonda com a promoção da cidadania, da convivência comunitária e do fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. A iniciativa utiliza o cultivo coletivo como ferramenta de inclusão, participação e desenvolvimento de práticas sustentáveis nos territórios atendidos pela rede socioassistencial.
Fotos: Clara Preta/Smas.
Secom/PMVR





